Não viva de aparências, elas mudam. Não viva de mentiras, elas são descobertas. Não viva pelos outros, viva por você.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Ela tinha um intuito, se divertir. Ela iria passar a noite fora com suas amigas. Ousou da maquiagem, perfume, e do salto alto. Um vestido preto e curto cobria seu corpo, um salto vermelho sangue, e um batom da mesma cor que o salto; uma maquiagem escura que realçava seus olhos azuis; seu perfume favorito para completar. Ela estava o tipo “selvagem” ou “poderosa” suas amigas não economizaram nos comentários, era o tipico dia que estava em sua mente “vestida para matar”. Estava em sua boate favorita, no centro da cidade. Ela ria, bebia e se divertia com suas amigas, até virar a cabeça e ir de encontro com os olhos que ela conhecia, ela conhecia aquele par de olhos mais do que a si própria. E então seu sorriso desapareceu no mesmo instante. Não sabia o que fazia, se saia ou se ficava, ela só queria saber o porque de tal perseguição. Aquele mesmo par de olhos a encarava, como se ela fosse uma musa ou até mesmo uma deusa. Ela enfim desviou o olhar, e apenas se retirou, suas amigas perplexas foram atrás e perguntaram o que ouve e ela só respondeu — ”Não ouve nada, vou apenas ao banheiro, fiquem calmas” — e ela correu para saída, sentou-se na calçada, tirou o salto, e olhou para a porta da boate, com a estranha sensação que ele sairia pela aquela mesma porta em questão de segundos. Nostalgia; era a única coisa que a cobria, seus pensamentos no passado, no passado que ele jurou ser eterno; na aliança que ele colocou em seu dedo, e então a dor que ele a causou. Lágrimas rolaram de seus olhos, ela abriu sua bolsa, pegou um cigarro o acendeu, e apenas deixou a fumaça inflamando em suas narinas. Sua maquiagem estava borrada devido as lágrimas, seus olhos estavam cansados e vermelhos. E então ele dispara porta a fora; chamando seu nome; ela vira a cabeça em direção à voz, e apenas balança a cabeça, e então chega até ela, e diz — ”Me perdoe, eu errei, você é tudo que eu preciso” — ela abre um sorriso amarelado e lhe responde — ”Quem erra uma vez, erra duas, três” — não contente ele insiste e diz — ”Por favor, deixe-me reparar meu erro fazendo-lhe feliz, deixe-me cuidar de seu coração” — ela penas levanta, coloca seu salto, olha diretamente nos olhos dele, aquele mesmo par de olhos que ela julgava ser um mel de tão doce, e diz — ”Eu dei seu tempo, você demorou, eu mudei. Desculpe meu amor, agora sou uma vadia sem coração” — e então saiu andando; como se ele nunca tivesse aparecido em sua vida, como se fosse uma lembrança enterrada.
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